Belém, de 17 a 22 de outubro
Centro de eventos Benedito Nunes


Acompanhe as notícias da II Conferência Sul-Americana e VII Conferência Brasileira de Mídia Cidadã! O evento, promovido pela Cátedra UNESCO/UMESP de Comunicação para o Desenvolvimento Regional e Rede Nacional Pró-Mídia Cidadã, é uma realização da Universidade Federal do Pará.


Para mais informações acesse o site: http://www.midiacidada.ufpa.br/




quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Maria Cristina Gobbi: Comunicação e Cidadania na prática




Maria Cristina Gobbi, vice coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Televisão Digital da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP) e professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da mesma instituição, estará em Belém para a II Conferência Sul-Americana e VII Conferência Brasileira de Mídia Cidadã.


Em rápida conversa com a organização das conferências, Maria Cristina Gobbi falou das possibilidades de se falar de cidadania e pôr o conceito em prática. Também comentou sobre o desafio da Cátedra/Unesco de São Paulo em entender como a comunicação pode contribuir para que as ações de cidadania de fato aconteçam, a partir da compreensão de que o campo da comunicação é um campo inter, multi e até transdisciplinar, e portanto espaço privilegiado para tratar de temas de cidadania, que é um conceito incorporado por diversas áreas e olhares.


Trajetória


A professora Maria Cristina Gobbi é graduada em Matemática (licenciatura e bacharelado) pelo centro Universitário Fundação Santo André (CUFSA) e pós graduada em Comunicação Social (mestrado e doutorado pela Universidade Metodista de São Paulo). Em 2008, concluiu pós-doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo - PROLAM/USP. A professora atua nas áreas da Comunicação Digital, Educação e Cultura e Gestão e Políticas da Informação e da Comunicação Midiática.


Além de ser diretora de documentação da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM) e ter sido diretora suplente da Cátedra/ Unesco de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, é também Editora Assistente da Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación – ALAIC.


Confira aqui entrevista de Maria Cristina Gobbi sobre o VI Seminário Latino–americano de Pesquisa da Comunicação, realizado em São Paulo em Julho de 2011.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Cicília Peruzzo fala sobre Conferência de Mídia Cidadã




Cicília Maria Krohling Peruzzo é uma referência sobre os estudos em comunicação comunitária e popular e comunicação para a cidadania. Seus trabalhos sobre relações públicas, comunicação nos movimentos populares e cidadania, tornaram-se marcos da pesquisa na área e são adotados por diversas faculdades de comunicação do Brasil.

Peruzzo estará em Belém para a realização da II Conferência Sul-Americana e VII Conferência Brasileira de Mídia Cidadã, e durante breve conversa com a organização do evento, falou sobre sua expectativa em relação às conferências.

De acordo com ela, muitas vezes os que se dedicam ao estudo da comunicação o fazem na perspectiva dos grandes meios de comunicação, e as Conferências de Mídia Cidadã são uma oportunidade de perceber “outra comunicação”, que acontece no contexto dos movimentos sociais e comunitários e que também são espaço para atuação profissional e desenvolvimento de pesquisas por parte dos estudantes e profissionais da comunicação. “Sem falar que também é uma forma de incentivar o compromisso de cada aluno e de cada aluna do ponto de vista da cidadania”, ela completa.

Espaço de troca

Outro ponto interessante destacado pela professora Cicília Peruzzo é a proposta de troca entre produção científica e experiências efetivas de comunicação cidadã. Para a professora Peruzzo, a diversidade de instituições e movimentos que participam das conferências, colocam, em suas palavras, “a universidade em contato com a comunidade, numa perspectiva que as vezes não é vista no dia a dia”.

Nesse ponto, Cicília Peruzzo destaca a importância de o evento discutir experiências concretas da região amazônica, principalmente para as pessoas que são de fora e não conhecem a complexa e variada realidade local. Ela diz que essas experiências podem ser elementos que ajudam a “pensar internamente a própria comunicação nesse espaço, na linha da comunicação cidadã, e ao mesmo tempo conhecer essa comunicação tão rica que acontece na Amazônia”.

Para saber mais sobre a obra da professora Cicília Peruzzo, clique aqui
Acesse o artigo Direito a comunicação comunitária, participação popular e cidadania

domingo, 2 de outubro de 2011

Abertas as inscrições para Monitores no Mídia Cidadã e no Seminário Regional ALAIC

Do dia 30/09 ao dia 07/10, acontecerão as inscrições para os Monitores do Mídia Cidadã 2011. Este inclui dois eventos: a II Conferência Sul-Americana de Mídia Cidadã e a VII Conferência Brasileira de Mídia Cidadã. As Conferências são uma iniciativa da Cátedra UNESCO/UMESP de Comunicação para o desenvolvimento regional. O tema será “Amazônia e o direito de comunicar”, e pretende ampliar o diálogo e a reflexão sobre a comunicação cidadã, partindo do olhar e das experiências vivenciadas na região, considerando suas características geográficas, demográficas e culturais e estimulando a interação entre os diversos atores dessa produção, tanto no âmbito acadêmico quanto no mercado.

Serão apresentados trabalhos científicos, relatos de experiências, mostras de vídeo e exposições, de forma a promover o debate a respeito de como a mídia, enquanto palco de demandas e discussões sociais, precisa também ser palco de variadas vozes, questões e interesses – seja na produção, disseminação ou crítica de produtos e ações comunicacionais.


Se você deseja ajudar não perca essa oportunidade!
Estamos fazendo a inscrição para monitores para:

- cobertura (foto, filmagem e produção de textos para os blogs);
- apoio;
- estrutura do evento


Todos os monitores selecionados receberão certificados com carga horária.
Serão ofertadas 80 vagas, e as inscrições serão feitas por meio dessa ficha que deverá ser preenchida e enviada para o e-mail do Mídia Cidadã (midiacidada2011@gmail.com).


A relação com a lista dos selecionados sairá no dia 08/10 e acontecerá uma reunião no dia 10/10 (segunda feira) para determinar as tarefas de cada um.


O site do evento, com todas as informações necessárias é
http://midiacidada.ufpa.br

e os blogs são
http://www.midiacidada2011.blogspot.com e http://www.alaicamazonia.blogspot.com.

Um pouco sobre mídia cidadã

O senso comum pode nos levar num primeiro instante a associar mídia cidadã com aquela mídia que, eventualmente ou não, trata de temas ligados à cidadania e que, de alguma forma, ajuda a resolver questões ligadas à saúde, educação, moradia etc. E esta concepção não está errada, apenas incompleta.

A cidadania, mais do que pautar os temas da grande mídia, deve estar presente no modo de fazer midiático e nas condições necessárias para esse fazer. Esse modo de fazer midiático abrange, portanto, a garantia dos direitos que os diferentes segmentos da sociedade têm de comunicar. Mas engloba, por outro lado, os deveres que todos têm para com a promoção e o desenvolvimento da cidadania.

Existem princípios gerais que uma mídia, para ser cidadã, requer. Entre eles, o de que sejam promovidos maior acesso aos seus espaços por parte da sociedade civil (através de representações, lideranças comunitárias, movimentos sociais etc.), a apropriação das tecnologias e a produção de conteúdos por parte de segmentos tradicionalmente excluídos econômica, social e culturalmente. Mas além destes, deve-se buscar sempre uma reflexão sobre a própria mídia e visar uma multiplicação da diversidade cultural e da socialização do conhecimento. Para saber mais sobre o conceito de mídia cidadã, clique aqui.

Um espaço privilegiado de compartilhamento e reflexão

Nesse sentido, as Conferências de Mídia Cidadã são um espaço privilegiado de união entre quem estuda e pesquisa a Mídia Cidadã e quem a pratica no dia a dia com naturalidade e maestria; quem tem a formação profissional e quem não tem e faz dela sua vocação; quem utiliza os meios de forma criativa e quem deseja utilizá-la de outras; quem busca comunicar a sua realidade e, dessa forma, deixá-la mais cidadã.

Sempre na tentativa de conhecer o que o Brasil e o continente está produzindo, quais as necessidades, refletir e compartilhar experiências, bem como buscar atender as demandas já existentes e novas alternativas para uma Mídia mais Cidadã.

Texto: Élida Cristo

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O direito à comunicação na Amazônia

Uma das “metas” do direito à comunicação é promover a pluralidade de meios e de conteúdos e a expressão da diversidade cultural. Numa região diversa e plural, como é o caso da Amazônia, garantir o direito de comunicar requer uma reflexão sobre o espaço que seja sensível à sua complexidade social e cultural.

Na Amazônia, longas distâncias – muito longas, se levarmos em consideração que na atualidade é possível se comunicar em tempo real com outros países – separam sub-regiões, cidades, comunidades dentro de um mesmo município. As diferentes formas de ocupação do território geraram variadas formas de organização sócio-espacial. Todas essas – e outras – particularidades fazem das noções de urbano/rural, perto/longe, moderno/tradicional categorias relativas. Por isso toda e qualquer iniciativa que vise promover a cidadania comunicacional na região precisa levar toda essa diversidade em consideração.

A comunicação midiática, por exemplo, ainda não é realidade para determinados grupos sociais, que ainda utilizam a comunicação face a face, oral, como a principal forma de comunicar. Por outro lado, muitas comunidades, até pouco tempo isoladas, hoje se encontram mais “conectadas” com o mundo do que com a própria região, através das antenas parabólicas que muitas vezes impedem o acesso à programação televisiva local. Nas cidades, sobretudo nas capitais, aumentam as formas alternativas de comunicação, tanto nas ruas dos centros urbanos como nas periferias, através de comunicação visual, sonora, interpessoal, ou no mundo virtual dos sites, blogs e redes sociais.

Na condição de excluídos do direito à comunicação, muitos grupos sociais da Amazônia reivindicam – como em tantos outros lugares – não apenas o direito de se expressar, mas o direito de serem ouvidos. Há muito o que dizer, o que ensinar, o que lutar, o que reivindicar. A demanda existe, mas há carência de garantia à plena comunicação.

Texto: Élida Cristo

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Prazo para inscrição dos interessados em submeter trabalho ao Mídia Cidadã foi prorrogado

Quem for inscrever trabalho nas Conferências Mídia Cidadã, que acontecem na Universidade Federal do Pará em outubro, poderá se inscrever no evento até o dia 3 de outubro.

O pagamento pode ser feito por meio de depósito ou transferência bancária no Banco do Brasil, Conta Corrente Nº 99.472-3, Agência: 3702-8 CÓDIGO IDENTIFICADOR: 106.260-3. Ou ainda pessoalmente na Academia Amazônia, localizada na UFPA, em frente à Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP).

O valor da taxa é de R$ 35,00 para estudantes e de R$ 70,00 para profissionais e pesquisadores.
Para se inscrever, basta preencher a ficha de inscrição disponível aqui e enviá-la para midiacidada2011@gmail.com juntamente com o comprovante de pagamento, ou entregá-la pessoalmente na Academia Amazônia, caso a inscrição seja feita presencialmente.

Os inscritos nas Conferências podem submeter artigos científicos ou relatos de experiência até o dia 3 de outubro e, para isso, basta seguir o modelo disponível aqui.

As inscrições para participação do evento como ouvinte vão até o dia 10 de outubro.

Mais informações você pode ter acesso no site www.midiacidada.ufpa.br, onde também encontrará todos os modelos para a submissão dos trabalhos à II Conferência Sul Americana e VII Brasileira de Mídia Cidadã.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Comunicar para a cidadania

Cidadania. A noção é antiga, tanto quanto a de Democracia: seu desenvolvimento se deu na Grécia Arcaica. Mas o que nessa época excluía mulheres, crianças, escravos e estrangeiros, na sociedade atual ganha novo sentido, tornando central a noção de inclusão.


A palavra de ordem agora é incluir: incluir os jovens e os idosos, os de diferentes crenças e opções sexuais, os de diferentes classes sociais, os socialmente marginalizados. Incluir todos ao direito à moradia, à educação, à saúde, ao lazer, à segurança. Na atualidade, mais do que participar das decisões políticas, ser cidadão é gozar dos direitos básicos do homem, que devem ser garantidos a todos.


Entre os direitos humanos fundamentais, previstos na Declaração Universal dos Direito Humanos, temos o artigo 19, o qual afirma que “Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”. Um direito muito conhecido por quem pertence à área da Comunicação, sobretudo jornalistas, pois é nele que se respalda, por exemplo, o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros e outros regulamentos de prevenção à censura.


O direito de comunicar - Note-se, então, que é muito pertinente trazer para uma Conferência de Mídia Cidadã o debate sobre o direito à comunicação. Mas esse direito vai além do direito “à liberdade de opinião e expressão” requerido pela Declaração Universal. De acordo com o Coletivo Intervozes, em livro publicado em 2010 sobre indicadores do direito à comunicação, “o conceito de direito à comunicação envolve o ato de comunicar, ou seja, de garantir a interação entre as pessoas. (...) trata-se de colocar em funcionamento um ciclo que não inclui apenas buscar, receber e transmitir informações, mas, sobretudo, ser ouvido”.

Mais amplo, este conceito requer igualdade no poder de comunicar (direito de receber, mas também produzir e difundir conteúdos), igualdade que deve ser assegurada pelo Estado. Só assim seria possível garantir a multiplicidade de vozes a comunicar efetivamente, num mundo cada vez mais informacional e tecnicizado. Somente assegurado o direito à comunicação, seria possível exercer plenamente os demais direitos fundamentais, com espaço para debate, proteção e reivindicação desses direitos. E não mais somente por parte de uma minoria privilegiada, como na Grécia Antiga, mas por todos.